segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Frequentes queimadas em Parnaíba é tema de debate no Legislativo Municipal

As constantes queimadas registradas em Parnaíba, em especial o incêndio ocorrido no último final de semana nos bairros Canta Galo e São Benedito, foram tema de debate ocorrido ontem (12/11) no Legislativo Municipal. A reunião foi instigada pelo vereador Carlson Pessoa (PSB) que, por meio do requerimento de Nº 378/2015, inquiriu explicações sobre as providências que estão sendo tomadas por meio da Secretaria de Meio Ambiente, na pessoa do secretário Carlos Eduardo Sales, bem como pelo Corpo de Bombeiros de Parnaíba, sob o comando do Major Rivelino Moura.
Carlos Eduardo disse que devido a forte incidência de raios solares sobre a vegetação durante o verão, o risco de queimadas aumenta consideravelmente. Ao ser questionado pelo vereador Carlson Pessoa sobre a possibilidade de haver também incêndios criminosos ou com finalidade agrícola, o secretário disse que nesses casos o trabalho é feito em forma de prevenção e educação ambiental. 

Por sua vez, o Major Rivelino traçou o panorama das atividades do Corpo de Bombeiros executadas este ano na área que abrande desde a cidade de Piripiri ao litoral. Até a data do dia 8 de novembro, foram registradas 1.048 ocorrências e a título de prevenção, a instituição teve que sair 2.402 vezes pra fazer vistorias em comércios e locais com grande aglomeração de público, totalizando mais de 3 mil diligências. 
Tendo em vista a grande demanda da corporação, o vereador Bernardo Rocha quis saber se a instituição dispõe de estrutura suficiente, tanto de equipamento quanto de profissionais, para atender a todos os chamados. O Major Rivelino relatou as dificuldades enfrentadas diariamente em questão de operacionalidade, uma vez que o quadro é composto por 27 bombeiros, quando a área de abrangência requer pelo ou menos 100 homens. 
Já a vereadora Fátima Carmino alertou sobre a necessidade de reforçar campanhas educativas capazes de minimizar o número de focos provocados pela ação dos próprios moradores, que costumam atear fogo em lixo residencial. O Major Rivelino disse que a questão ainda esbarra em aspectos culturais, pois muitas pessoas não tem a consciência de aguardar a coleta do lixo, que é de três vezes na semana. Ele ainda explicou que na maioria dos casos, a corporação fica impedida de penalizar os causadores de incêndio devido a falhas na Legislação Brasileira. “Precisamos rever o nosso Código de Postura do Município para evitarmos esses riscos”, analisou Rivelino. 
O autor do requerimento, Carlson Pessoa, mostrou-se satisfeito com as informações repassadas e solicitou uma documentação contendo os dados explanados, de modo que a Câmara possa fazer um encaminhamento ao Ministério Público para que as devidas providências possam ser tomadas.
ASCOM CMP