segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Governo pede mais homens da Força Nacional para atuar na "greve" da PM

O secretário estadual de Segurança Pública, Fábio Abreu, solicitou um acréscimo de efetivo da Força Nacional para atuar durante o movimento 'Polícia Legal', deflagrado ontem (29). Em entrevista ao Notícia da Manhã, o gestor disse que ainda há PMs trabalhando nas ruas, mas que o pedido do reforço já foi enviado à secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e serve como precaução, caso haja adesão de 100% da categoria ao movimento. 
As informações repassadas por PMs dão conta que 100% dos policiais e dos Bombeiros de Piripiri, Campo Maior, Água Branca e São Miguel do Tapuio aderiram ao movimento. A determinação do movimento é de que todos os policiais devem permanecer nos quartéis e unidades de polícia e de bombeiros. Na capital houve adesão de policiais do 5º, 6º, 8º e 9º BPM.
"Foi divulgado que não tinha policial nas ruas, mas ontem tínhamos 22 viaturas com efetivo suficiente para atender a demanda na capital. A reivindicação dos PMs é justa e correta, mas a prioridade é não deixar a população desassistida. Já temos policiais da Força Nacional atuando na cidade, mas pedimos um acréscimo do efetivo em substituição a uma parada total dos policiais", disse Fábio Abreu. 

Para combater o aumento na violência comum no fim de ano, o secretário anunciou criação de um grupo de captura, voltado para acelerar o cumprimento de mandados de prisão e apreensão expedidos em Teresina. O grupo surge após uma onda de homicídios que atinge a capital. Somente na última sexta-feira (27), três pessoas foram mortas violentamente em Teresina. Para o secretário, o aumento no índice de mortes era previsto, mas deve ser controlado.
"Visando este aumento da violência nos meses de novembro e dezembro, estamos atuando mais forte no combate aos furtos e roubos", reitera. 
Morte de taxista
Durante entrevista, o gestor também rebateu críticas do presidente do sindicato dos taxistas de Teresina, Antônio Barbosa, que pediu sua substituição do comando da Segurança. A categoria está revoltada com a crescente onda de violência contra os profissionais. Na última sexta-feira (27), o taxista Pedro de Jesus Lima foi assassinado durante o trabalho, com golpes de faca, por um adolescente de 16 anos. O suspeito foi apreendido pela PM e revoltou parte dos taxistas que defendiam que fosse feita Justiça com as próprias mãos. 
"Os taxistas têm que ver que estamos em um estado democrático de direito, que é regido por lei. Os taxistas não têm lei própria, não podem executar uma pessoa e nós, simplesmente, aceitarmos isso. Nós não estamos em uma situação de regresso na nossa sociedade. Nossa intenção é de preservar a lei. Eu me reuni com a associação de taxistas e foi acordado a implantação do monitoramento que ainda não foi cumprido devido a questões burocráticas. Outros pontos estamos cumprindo, como a questão das blitzen, tanto que não tínhamos morte de taxista por roubo há um ano. Tenho certeza de que qualquer um que venha a me substituir, jamais vai aceitar que seja aplicado um meio, que não seja a lei brasileira. Fico tranquilo em relação a isso e vamos continuar aplicando a lei", disse o secretário.
Fábio Abreu comentou ainda sobre a versão do menor de 16 anos suspeito de assassinar o taxista. Em depoimento, o menor infrator incriminou a vítima e disse que teria cometido o crime por vingança.
"Há o depoimento do menor incriminando o taxista. Não estou aqui dizendo que o taxista tem ou não participação no que o menor falou, mas se tiver? Pra quê, os taxistas se movimentariam no sentido de quererem fazer Justiça com as prórpias mãos. Existe uma informação de alguns taxistas estavam querendo queimar esse arquivo vivo. Estamos pautados na lei. Não existe no estado brasileiro, a Justiça paralela do taxista com relação a uma ocorrência que se quer foi esclarecida. Estamos para cumprir a lei e preservar a segurança dele (o suspeito) e vamos fazer ações neste sentido. Não tem cabimento, voltarmos à história com uma categoria que quer fazer Justiça com as próprias mãos. Lamento a morte do taxista, mas precisa-se esclarecer as circunstâncias e além do mais precisa-se aplicar a lei", disse Fábio Abreu. 
Além do adolescente apreendido, existe outro suspeito participação no homicídio que, segundo o secretário, já foi identificado e deve ser preso nos próximos dias.
Cidade Verde