sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Tribuna livre: Representante do movimento Polícia Legal explica os motivos da greve

Duas semanas após os policiais militares de Parnaíba aderirem ao movimento “Polícia Legal” e a greve da instituição em boa parte do Estado, ontem (08/12) um dos líderes do movimento, Cabo Eudes, prestou esclarecimentos sobre a paralisação na Câmara Municipal de Parnaíba. O militar foi a Casa de Leis em substituição ao Capitão Anderson, do Corpo de Bombeiros do Piauí, ao Cabo Aguinaldo, presidente da Associação Beneficente dos Cabos e Soldados de Parnaíba (Abcs), além do vereador e sargento de Teresina, R. Silva, que não compareceram a sessão em virtude das negociações que se iniciaram ontem com o governo do Estado. 
Os policiais foram convocados por meio do requerimento de Nº 407, de autoria do vereador Carlson Pessoa. Em sua fala, o Cabo Eudes disse que somente paralisaram as atividades nas ruas após todas as portas de diálogo serem fechadas e que eles lutavam pela reestruturação da PM para assegurar a segurança não somente da corporação, mas da própria população. “Os policiais estão atendo as ocorrências sem estrutura. Faltam equipamentos, os veículos estão com pneus carecas e com o licenciamento vencido”, explicou ao falar também da falta de promoções e plano de carreira dentro da instituição.
No telão da Câmara, Carlson Pessoa exibiu imagens do movimento quando ele prestou apoio aos profissionais militantes e aquartelados, além de fotos das motos e carros sucateados. O parlamentar aproveitou o momento e sugeriu a votação de um requerimento da Câmara Municipal de Parnaíba criando a Comissão de Segurança Pública e Penitenciária da Casa. O presidente em exercício, Ronaldo Prado, informou que será necessário incluir uma emenda na Lei Orgânica do Município e que a sugestão será levada a análise da Câmara.
Ascom CMP