quarta-feira, 2 de março de 2016

Economista agride mulheres piauienses e será denunciado ao MPF

Ele disse que as mulheres do Piauí deveriam usar calça e um saco de papelão na cabeça, insinuando que elas são feias.
O carioca e economista Paulo Figueiredo Filho terá que enfrentar uma ação proposta ao Ministério Público Federal pela Ordem dos Advogados do Brasil, secção Piauí, após agredir mulheres piauienses em uma postagem no seu perfil do Facebook. 
Ele tentou fazer uma piada ao opinar sobre o uso de short nas escolas e destacou que as mulheres do Piauí deveriam usar calça e um saco de papelão na cabeça, insinuando que as piauienses são feias, diferentes das mulheres do Rio Grande do Sul.
Após receber várias críticas, ele fez uma nova postagem classificando como retardadas as pessoas que se manifestaram contrárias à sua publicação. “Mas é claro que a escola tem o direito de escolher o uniforme dos alunos. E é claro que é uma barbaridade inapropriada adolescentes irem estudar com shortinhos atochados no rabo. Também é óbvio que existem mulheres bonitas no Piauí e barangas no Rio Grande do Sul (estão aí a Luciana Genro e a Maria do Horrorosário para provar). É justamente o absurdo das situações que permitem as piadas”, escreveu, fazendo novas ofensas a outras mulheres.
Devido à repercussão da postagem, a Comissão da Mulher Advogada da OAB-PI enviou uma nota de repúdio ao economista e garantiu que encaminhará requerimento ao Ministério Público Federal para apuração e providencias legais cabíveis. A primeira postagem teve mais de 200 comentários, quase todos criticando o economista.



Na nota, a Comissão destaca que Paulo Figueiredo manifestou seu expresso preconceito contra as mulheres piauienses fazendo comparações depreciativas e discriminatórias, com ofensas desrespeitosas, passando a instigar o ódio por parte dos internautas. “Observa-se também, nessas manifestações, que está caracterizado o dolo da sua intenção, ferindo, inclusive todos os princípios da ética e da urbanidade e dignidade da mulher e das condições humanas que preveem as relações sociais de respeito mútuo e valorização do ser humano”, diz o texto. 
A OAN entende também que este ato também não pode ser visto como liberdade de expressão, por ser usado para praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou procedência nacional.
Fonte: Portal O DIA