domingo, 6 de março de 2016

Irã condena bilionário à morte por corrupção

     Empresário de 41 anos dirigia 65 empresas e ganhava até US$ 7 bi por ano
O magnata iraniano Babak Zanjani foi condenado à pena de morte, acusado de corrupção e desvio de fundos, anunciou neste domingo (6) o porta-voz da autoridade judicial, Gholamhossein Mohseni Ejeie, citado pelos meios de comunicação. Zanjani poderá apelar deste veredicto.
Zanjani foi detido em dezembro de 2013, acusado de ter desviado US$ 2,8 bilhões de dólares em transações petrolíferas, burlando as sanções internacionais impostas ao Irã.
"Foi pronunciado o veredicto no julgamento contra Babak Zanjani e dois co-acusados foram declarados culpados de corrupção e condenados à morte", declarou Mohseni Ejeie.
"Além disso, deverão reembolsar a Companhia Nacional iraniana de Petróleo" e pagar uma multa equivalente "a um quarto da soma da lavagem de dinheiro", acrescentou.

Este poderoso empresário de 41 anos é dono de várias empresas, incluindo uma companhia aérea, que foram apreendidas.
Foi preso um dia após a ordem dada pelo presidente moderado Hassan Rohani ao seu governo de lutar contra "a corrupção (...) em particular contra aqueles que tiraram proveito das sanções econômicas" contra o Irã.
Zanjani foi condenado em um julgamento público que durou vários meses, no qual explicou que sob a presidência de Mahmud Ahmadinejad o ministério do Petróleo pediu ajuda para repatriar dinheiro do petróleo vendido no exterior.
Para Teerã era difícil repatriar este dinheiro, desde que em 2012 as sanções internacionais contra o país se intensificaram devido ao seu controverso programa nuclear.
Mas após a entrada em vigor em janeiro do acordo nuclear assinado entre o Irã e as grandes potências, grande parte das sanções, sobretudo bancárias, foram levantadas.
O Tesouro americano colocou Zanjani em 2013 em sua lista negra, acusado de dirigir uma rede para vender petróleo violando as sanções contra o Irã.
A União Europeia (UE) também tomou medidas contra este empresário em 2012.
Zanjani dirigia um conglomerado de 65 empresas que lhe permitiam ganhar 7 bilhões de dólares por ano, segundo seu site.
Fonte:  G1