segunda-feira, 18 de abril de 2016

Animais são sacrificados com crueldade em abatedouros clandestinos no Piauí

Em Teresina, existem apenas cinco abatedouros privados que são inspecionados rigorosamente pela Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR). Enquanto os demais são clandestinos, onde ainda é comum a prática de matar o animal com pancadas na cabeça. Muitos animais de pequeno porte, principalmente ovinos, caprinos e suínos, ainda são abatidos de forma irregular, o que acaba ocasionando um sofrimento ainda maior nos bichos.
O gerente da Vigilância Sanitária (Gevisa), Francisco Cesário, diz que a fiscalização acontece de forma rigorosa, mas localização de alguns desses abatedouros clandestinos dificulta o trabalho. 
"Há fiscalização, mas temos muito abatedouros, às vezes em locais de difícil acesso, que fogem da nossa fiscalização. Mas a vigilância sanitária, por determinação do Ministério Público, desde o início do ano, está terminando o processo para disponibilizar abatedouros oficializados, ou seja aqueles que têm o Serviço de Inspeção Municipal (SIM)", disse o gerente da Gevisa.
Ele conta que, nestes abatedouros, são utilizados procedimentos que minimizariam o sofrimento animal. 
"Há todo um processo de abate que inclui o atordoamento, uma espécie de choque. Após o abate é inspecionada toda a carcaça do animal. Então, a carne é colocada em uma câmera frigorífica e são destinados aos pontos de revenda. Noss abatedouros clandestinos, isso é feito de maneira rudimentar, eles são do tempo em que se dá uma pancada com machado na cabeça do animal", diz Cesário. 
Cidade Verde