sexta-feira, 22 de abril de 2016

Elmano analisa processo e diz que impeachment não é golpe

Senador está lendo os argumentos defendidos pelos autores do processo, os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Conceição Pascoal.
O senador Elmano Férrer (PTB-PI) rebate a tese do Governo de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), prestes a ser apreciado pelo Senado Federal, seja um golpe de Estado. “As instituições estão funcionando, o processo está acontecendo sob a consulta do Supremo Tribunal Federal e as leis estão sendo cumpridas. Portanto, impeachment não é golpe”, afirmou nesta manhã o senador a O DIA.
Elmano já admitiu que a tendência é votar pela admissibilidade do impeachment no Senado, após o processo ser aprovado pela Câmara dos Deputados no último domingo, dia 17. Isso não significa, segundo o senador, que Dilma seja culpada, já que o mérito será julgado posteriormente, em sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),
O senador está analisando o processo contra Dilma enquanto descansa com a família no balneário turístico de Barra Grande, a 350 km de Teresina.

Ele está lendo os argumentos defendidos pelos autores do processo do impechament, os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Conceição Paschoal.
Elmano considera que é muita responsabilidade dos 81 senadores com o impeachment, já que Dilma foi eleita em 2014 por mais de 50 milhões de eleitores, de forma democrática. E por isso diz que está analisando o processo com muita cautela.
Elmano, que é líder do PTB no Senado, informou ainda que seu voto não terá interferência do partido, mesmo que a legenda decida que deve apoiar o impeachment. “Assim como ocorreu na Câmara dos Deputados, cada senador do PTB votará de acordo com suas convicções”, comentou.
Perguntado sobre por que vai votar pelo impeachment, já que é aliado do Governo do PT, o senador rebateu: “Sou independente, desde o ano passado, quando votei contra o Governo em uma matéria importante”, disse o senador, sem lembrar qual matéria. Também no ano passado, em junho, Elmano se desentendeu com o Governo Federal e declarou que estava indo, naquele momento, para a oposição.
O motivo da briga foi pelo fato da não aceitação da sua indicação do engenheiro José de Ribamar Bastos para a superintendência do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no Piauí. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União do dia 27, mas o engenheiro teve a nomeação revogada porque ele não era funcionário de carreira.
Na época, Elmano disse: “Foi uma indicação responsável, e até agora não fui comunicado (da revogação). Eles já estão tramando isso á muito tempo, porque a Casa Civil já autorizou a nomeação que foi publicado em Diário Oficial. É um problema de natureza eminentemente política", desabafou. 
Por: Robert Pedrosa - Jornal O DIA