sexta-feira, 22 de julho de 2016

Cães reforçam ações policiais no combate ao tráfico de drogas no Piauí

Os onze cães do Canil da PM são das raças Pastor Alemão, Labrador, Rottweiller e Belga de Malinoá e são treinados desde filhotes.
Desde 2008, a Polícia Militar do Piauí conta com o reforço de cães policiais no combate ao tráfico de drogas no Estado. Os cachorros fazem parte do Canil do Batalhão de Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais (BPRone) e ajudam os policiais militares durante as operações; sobretudo, quando há mandato de busca e apreensão.
Os onze cães do Canil da PM- -PI são das raças Pastor Alemão, Labrador, Rottweiller e Belga de Malinoá e são treinados desde filhotes, a partir dos 45 dias. Segundo o capitão Antônio Marques, comandante do Canil da PM-PI, os treinamentos são feitos mediante associação. “Usamos as brincadeiras para começar a fazer os cães usarem seu extinto de caça, seja com uma bolinha ou pedaço de pano. No adestramento básico, os animais não têm contato com entorpecente. O material fica isolado e colocamos o brinquedo dele ao lado, e, com o tempo, ele vai associando aquele cheiro com a droga, pois deduz que seu brinquedo está lá”, explica.
Os cães do Canil da PM-PI ajudam os militares rastreando e identificando substâncias suspeitas, como entorpecentes e armas. O capitão Antônio Marques relata que um dos animais conseguiu localizar drogas e arma que estavam enterradas ao lado do vaso sanitário, localizado em uma cela na Casa de Custódia. Em outra operação, dois quilos de cocaína foram encontrados no painel de um veículo.

“Uma vez, durante uma abordagem, uma das nossas cadelas entrou dentro do carro e indicou arranhando que no painel havia algo. Quando abrimos, encontramos uma pistola ponto 40, drogas e dinheiro”, disse.
Para ele, os cães têm fundamental importância para a Polícia Militar solucionar casos, inclusive sendo requisitados para operações da Delegacia de Entorpecentes. “O delegado Matheus Zanatta sempre solicita a presença dos cães, porque sabe que eles encontram qualquer coisa e nunca erram”, cita o capitão Antônio Marques. Os cachorros do Canil da Polícia Militar atuam durante sete anos; enquanto isso, outros cães são treinados e preparados para substituir os que irão sair.
Olimpíadas
Dois cães do canil foram solicitados pela Força Nacional para ajudar no patrulhamento das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Os animais viajaram para a cidade e devem permanecer até o dia 19 de setembro, auxiliando na guarda e proteção.
Jornal O DIA