quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A importância do 18 de agosto de 1762: 254 anos da instalação da Vila de São João da Parnahiba.

                                      Uma data a ser reverenciada
Em 1759 foi criada a Capitania de São José do Piauí e em 1762, em meses variados foram instaladas sete Vilas: a da Mocha, que logo se tornou capital da Província (Oeiras), a de São João da Parnahiba, a de Santo Antônio de Surubim (Campo Maior), A de Marvão (Castelo), a de Parnaguá, a de Jerumenha e a de Valença. Ali foi o início do Piauí. É por isso que elas devem ser exaltadas, haja vista serem a origem de tudo. 
Todas essas hoje, cidades, com exceção de Parnaíba comemoram o aniversário da cidade na data da instalação da vila.
Mas por qual motivo a data da vila é mais importante que a data da cidade? Quem me respondeu a esta indagação foi o professor da UFPI, historiador Fonseca Neto (de Oeiras), e que não morre de amores por Parnaíba. Por ocasião de uma visita que fiz ao Museu do Piauí em Teresina o conheci pessoalmente. Após conversarmos sobre outros assuntos ele falou que não entende porquê Parnaíba não segue o importante e oportuno exemplo das outras cidades originárias. Ele afirma que Parnahiba foi emancipada com a instalação da Vila, por possuir o Senado da Câmara, a Cadeia e o Pelourinho. Para ele a data da elevação da Vila à categoria de cidade não tem nenhuma importância, a não ser um simples registro.

O prefeito José Hamilton, já no fim do 2º mandato sancionou uma Lei reconhecendo as três datas magnas da cidade: 11 de junho de 1711, 18 de agosto de 1762 e 14 de agosto de 1844. Considero uma Lei anódina. Todos os holofotes se direcionam para o 14 de agosto. As outras é como se não existissem. 
No dia 14 ao meio-dia assisti em um canal de TV de Teresina um excelente e generoso, programa em homenagem ao aniversário de Parnaíba, Mas por falta de informações divulgaram que Parnaíba foi emancipada – em outros canais –, diziam a asneira de que foi fundada em 14 de agosto de 1844.
Por que nos festejos do 14 de agosto deste ano não se aproveitou a oportunidade para explicar e enfatizar que no dia 11 de junho Parnaíba completou 305 anos do primeiro povoamento e em 18 de agosto comemoraria 254 anos da instalação e emancipação da Vila de são João da Parnahiba.
Em 2013 o prefeito Florentino ficou à disposição da TV Cidade Verde por duas horas na Praça da Graça, e em nenhum momento usou aquele precioso espaço para esclarecer e afirmar para todos rincões do Estado, que a história de Parnaíba não se iniciou em 1844. 
Renegar o passado glorioso da Vila de São João da Parnahiba -- que foi da 2ª metade do Século XVIII até a 1ª metade do Século XIX uma das mais influentes, na região compreendida entre a Bahia e o Pará chegando a receber por parte de Dom Pedro I o honroso título de “Metrópole das Províncias do Norte” -- é imperdoável, e um ato de desamor a uma das páginas mais relevantes da rica história da nossa querida cidade.
*Mário Pires Santana, escritor, jornalista/DRT/PI 1713