sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Igreja afasta padre investigado por pedofilia e aliciamento de jovens em Teresina

A casa que seria usada para o encontro do padre com as vítimas
Investigado pela Polícia Civil e Ministério Público do Trabalho, acusado de pedofilia, um padre, cujo nome está sendo mantido em sigilo, foi afastado das funções, na semana passada, pela Arquidiocese de Teresina. As investigações constam que o vigário há cerca de três décadas estaria cometendo a prática de pedofilia sob a alegação de proteger os “meninos” das ruas.
Além do padre, um professor responsável por ONG e um empresário, também constam no bojo das investigações que são realizadas sigilosamente por uma equipe especial, nomeada pelo delegado geral da Polícia Civil, Riedel Batista.
As investigações sobre o a pedofilia em Teresina se estendem até o município de Caxias, no Maranhão, onde o padre de Teresina (hoje afastado das celebrações) teria uma casa abandonada, usada para a pratica de pedofilia, no povoado Brejinho.
Foi a promotora Vera Lúcia Santos que pediu à polícia para investigar o caso depois de matéria publicada pelo Portal AZ, que esteve no povoado Brejinho (MA), com um educador de rua, que recebeu várias reclamações dos “meninos” vítimas da pedofilia.
Na ocasião da abertura das investigações (em julho de 2016), Vera Lúcia disse que só no ano de 2015 ela recebeu 2.632 casos de violência contra crianças e adolescentes, a maioria relata estupro de vulnerável.
De janeiro de 2016 até o mês de julho/2016, tinham sido 138 casos de violência.

De acordo com o mapa da pedofilia e exploração sexual, traçado por educadores de rua, o padre, o professor (dono de ONG) e o empresário (dono, entre outras empresas, de postos de combustíveis em Teresina e no interior) são os principais citados por meninos e meninas da periferia de Teresina.
Oficialmente, a Arquidiocese não se posicionou, mas a reportagem do Portal AZ conversou, nessa manhã de sexta-feira (23/09), com funcionários da Casa Paroquial que informaram que "o bispo concedeu uma licença para o padre se tratar", já que estaria com problemas de saúde
Repórter: "Quando ele retorna às funções"?
Funcionária: "Ninguém sabe".
Fonte: Portal AZ