sexta-feira, janeiro 20, 2017

Grupo Claudino anuncia novas unidades do Paraíba no PI e MA

O vice-presidente do Grupo Claudino, João Claudino Júnior, anunciou a abertura de 14 novas unidades do Armazém Paraíba no ano de 2017. A previsão é que pelo menos seis delas sejam instaladas no Piauí e as demais no Maranhão. Em visita ao Grupo Cidade Verde na manhã desta sexta-feira (20), o empresário falou sobre os desafios do atual cenário econômico e as estratégias seguidas em 2016 para manter o faturamento próximo dos R$ 3 bilhões registrados no ano anterior. 
Claudino considerou o resultado positivo frente às circunstâncias e o atribuiu ao aumento significativo do volume de vendas no Teresina Shopping, no segundo semestre de 2016, somado aos números do Armazém Paraíba, que não registraram queda. 
"Ainda não fechamos o faturamento, mas deve se manter aproximadamente nesse valor, uma vez que temos uma prévia do Armazém Paraíba e não houve mudanças. Antigamente, não mudar era visto como um resultado ruim, mas observamos hoje que, na média dos grandes varejistas brasileiros, a queda foi de 8% a 17% no ano de 2016. Nosso número ficou aproximadamente 2% a 3% abaixo do ano de 2015. Mas, tivemos uma grande surpresa no Teresina Shopping. O segundo semestre, especialmente de setembro a dezembro, registrou um faturamento entre 60% e 70% maior que em 2015. Foi o maior crescimento de tudo que tivemos", revela o empresário. 

Claudino ponderou, entretanto, que ainda não é viável avaliar os resultados do grupo apenas por esse aspecto, visto que o frigorífico, do gênero alimentício, teve uma pequena queda. "Além dele, o segmento de bicicletas também caiu no ano passado, mas já voltamos a crescer, principalmente com a fábrica de Manaus. Então, estarmos com os números próximos ao de 2015, eu não diria que é motivo para festejar, mas diante das circunstâncias, analiso como um ano em que o desafio foi tratado com muita superação", enfatiza. 
O empresário revela que a chave para manter o número foi a aproximação com os negócios, o acompanhamento "mais de perto" de todos os setores. "Nunca viajei tão pouco. Foi o único ano que não fui à China, desde 1993 (risos). Mas o trabalho foi muito grande junto aos colaboradores. Isso é preciso. É o dever de casa que qualquer empreendedor deve exercitar, quase que 'incomodadamente'. Ele tem que se sentir incomodado. A gente tem que se desdobrar", afirma. 
Mantendo um padrão de negócios mais conservador, o grupo se antecipou à crise e planejou, cautelosamente, os investimentos. "Em 2015, nós já prevíamos algo de diferente no aspecto econômico do país. Somos uma firma conservadora e muito próxima do público, portanto, foi fácil observar as adversidades que o público da indústria e o consumidor final passariam. Iniciamos uma série de ajustes no grupo e todos os investimentos de melhorias e otimização findamos no primeiro semestre de 2015. No segundo semestre e em 2016 e 2017, independente do que poderia vir, nós não temos nenhum plano de atualização. Aquilo que já preparamos, está pronto até para uma possível melhora da economia", explica. 
'Audaxiosos'
No auge da crise econômica, o grupo Claudino lançou, em 2015, uma nova fábrica de bicicletas, com investimento de R$ 80 milhões. Diferente da Houston, que segue a linha do bem-estar e do lazer, as bikes da Audax são de alta performance, com produtos que variam de R$ 1,5 mil a R$ 55 mil. Não bastasse o desafio da economia, o grupo ainda enfrentou um mercado liderado por marcas internacionais e, ainda assim, fechou o ano como a referência do país no setor. 
"A Houston já estava presente em mais de 28 mil pontos de venda no Brasil, com uma história de 15 anos no varejo brasileiro. Com a Audax, sabíamos do grande desafio que seria entrar no mercado, já que em 2014 havia mais de 48 marcas internacionais de bicicletas sendo vendidas no país. Fizemos um investimento em Manaus para consolidar não apenas uma marca Premium de bicicleta para o Grupo Claudino, mas também para o Brasil. Considerando que nossa concorrente mais próxima é a Caloi, que em 2015 foi vendida para um grupo do Canadá, a Audax, já no final do ano, tornou-se a marca de referência do segmento Premium no Brasil", comemora.
E a previsão da nova fábrica são as melhores para 2017, com o incremento de 250 novos revendedores da marca no país. "Somos audaxiosos", brincou.
Cidade Verde