sábado, setembro 30, 2017

Vídeo polêmico mostra criança interagindo com homem nu em exposição de "arte"

Vídeos que mostram uma criança tocando um homem nu, com o pênis a mostra, durante o evento, passaram a circular nas redes sociais na noite de quinta-feira (28). Nas redes sociais, internautas criticaram a exposição, comentando que ela seria "sem noção". Confira vídeo:
Uma performance que ocorreu durante a abertura da 35ª Mostra Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), gerou polêmica na internet. Vídeos que mostram uma criança tocando um homem nu, com o pênis a mostra, durante o evento, passaram a circular nas redes sociais na noite de quinta-feira (28). A performance foi apresentada pelo coreógrafo Wagner Schwartz.
Nas redes sociais, internautas criticaram a exposição, comentando que ela seria "sem noção" e que a interação da criança com o coreógrafo foi "um absurdo".
A performance, de nome La Bête, é inspirada em esculturas da série Bichos, de Lygia Clark. Sobre tal, o museu descreve em seu próprio site que o coreografo "torna-se um Bicho de Lygia Clark e pode ser manipulado pelo público". O MAM se pronunciou sobre a polêmica ainda na noite de quinta-feira, por meio de um post na página do Facebook do museu.
Em nota, o museu explica que tem o costume de sinalizar as exposições e performances com tema "sensível à restrição de público", além de informar que a apresentação do coreografo não tinha teor erótico. O MAM ressalta ainda que a menina estava acompanhada da mãe durante a exposição.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Museu Arte de Moderna de São Paulo informa que a performance 'La Bête', que está sendo questionada em páginas no Facebook, foi realizada na abertura da Mostra Panorama da Arte Brasileira, em apresentação única.
O Museu Arte de Moderna de São Paulo informa que a performance ‘La Bête’, que está sendo atacada em páginas no Facebook, foi realizada na abertura da Mostra Panorama da Arte Brasileira, em evento para convidados. A sala estava sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez do artista. O trabalho não tem conteúdo erótico ou erotizante e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, sobre a manipulação de objetos articuláveis. As acusações de inadequação são descabidas e guardam conexão com a cultura de ódio e intimidação à liberdade de expressão que rapidamente se espalha pelo país e nas redes sociais. O material apresentado nas plataformas digitais omite a informação de que a criança que aparece no vídeo estava acompanhada da mãe, que participou brevemente da performance, e que a sala estava ocupada pelos espectadores. As insinuações de pedofilia são resultado de deturpação do contexto e significado da obra.