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terça-feira, outubro 31, 2017

Produção de velas aumenta em 50% com passagem do Dia de Finados

No Dia de Finados, 2 de novembro, dezenas de famílias lotam os cemitérios para visitar os jazigos de seus entes queridos e acender velas em sua homenagem. A tradição faz com que as fábricas que produzem velas aumentem em 50% sua produção, sendo que este número atinge seu pico no mês de setembro, quando a procura já começa a aumentar. 
De acordo com Kelson de Sousa, gerente de produção de uma fábrica na zona Norte de Teresina, no período normal, o estabelecimento fabrica 170 toneladas de velas; com o Dia de Finados, o número salta para 330 toneladas. A produção inicia no final de agosto, já que a fábrica também distribui para as regiões Norte e Nordeste. “O Dia de Finados é considerado o nosso Natal”, informa. 
Velas "palito" e de sete dias são as mais procuradas para o Dia de Finados (Foto: Assis Fernandes/ O Dia)
O produto mais procurado são as velas comuns, chamadas de “palito”. Em seguida, como mais buscadas, vêm as velas litúrgicas, que duram sete dias. Além disso, o produto também é feito com diversas cores, o que é um atrativo para o período de Finados, como afirma Kelson. 
Contudo, segundo a proprietária da fábrica, Mônica Diniz, na semana do Dia de Finados, a produção já diminui porque as lojas já estão abastecidas. “A gente conseguiu passar o ano passado em questão de vendas e consideramos isso positivo”, revela. 
Mercado 
O preço médio de uma caixa com 25 pacotes de velas é de R$ 35, mas devido à variedade de tamanhos, o preço oscila entre R$ 12 e R$ 60. “Esse período de Finados é o que aquece nosso seguimento de velas. Todo ano tem esse aquecimento, e aí a gente programa uma quantidade que seja suficiente”, explica o gerente Kelson. 
Ele acrescenta que, devido à demanda, até o quadro de funcionários da fábrica aumenta e o número de contratações temporárias sobe 25% para atender à produção. O processo de produção é simples, onde a matéria-prima da vela, a parafina, é aquecida, colocada em máquinas no estado líquido e depois passa pelo processo de solidificação. 
Tradição católica 
Este hábito de acender vela para os mortos é uma tradição católica. Segundo a crença, o ato de acender a vela serve para iluminar o caminho do falecido. No dia 2 de novembro, se celebra o Dia de Finados, uma data católica que ganhou força a partir do ano 998 d.C., introduzido por Santo Odilon, na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos. 
Venda antecipada de coroas de flores está abaixo do esperado 
A venda antecipada de coroas de flores para o Dia de Finados está abaixo do esperado pelos floristas este ano. As barracas vendendo velas, coroas de flores, jarros e outros artigos já começaram a ser instaladas na frente dos cemitérios, mas a procura ainda está pouca se comparada com o ano passado.

Vendedores já estão com barracas armadas nas proximidades dos cemitérios (Foto: Moura Alves/ O Dia)
O vendedor Antônio Sousa, que sempre sustentou a família vendendo flores e lanches nos cemitérios, conta que geralmente vende muitas coroas de flores antes do feriado e chega a uma média de 500 coroas vendidas no total. 
“No ano passado, uma semana antes, eu já tinha vendido tudo que produzi inicialmente e já estava era fazendo mais para o dia do feriado mesmo. Mas esse ano, a mercadoria continua do mesmo jeito. Foram pouquíssimas saídas. A expectativa é que no Dia dos Finados a demanda aumente. Geralmente, vendo 500 coroas, mas esse ano, já sei que não vou vender e, por isso, produzi pouco, com uma mé- dia de 200 coroas”, afirma. 
Segundo Antônio, o local, uma barraca em frente ao cemitério São Judas Tadeu, na zona Leste de Teresina, é bem visado e facilita as vendas. “Aqui é entrada e saída da Capital, muitas pessoas que chegam de outros municípios passam para comprar antes do dia, para evitar estresse”, frisa. 
Preços 
O preço das coroas de flores, que são as mais procuradas pelos familiares, varia de R$ 20 a R$ 40. Depois das coroas, os vasos de flores são o que mais saem, de acordo com a vendedora Fátima Rodrigues, que trabalha em uma floricultura. “Acho que por conta do preço, eles saem muito. Custam em média R$ 15”, declara. 
O mais caro, explica Fátima, trata-se dos arranjos de flores naturais, que custam em mé- dia R$ 200. Ela explica que, assim como seu Antônio, começa a se preparar com duas semanas de antecedência, fazendo pedidos para o estado de São Paulo. As vendas geralmente aumentam em 80% no período, porém, esse ano, a procura prévia não foi tão satisfatória. Fátima também aposta no aumento das vendas no Dia de Finados. 
“Nessas duas semanas antes do Dia dos Finados, as pessoas já começam a ligar para reservar ou saber das variedades, mas ainda não foi tão intenso. Como o feriado caiu no meio da semana, acredito que a procura é menor devido a isso, porque eles viajam. Quando cai no final de semana, sempre é bom”, comenta.
Fonte: PORTAL O DIA