quinta-feira, novembro 15, 2018

Médicos cubanos no Brasil se revoltam com Cuba: “Você se cansa de ser um escravo”

Alvarez Rodriguez, uma médica cubana, deixa a casa de um paciente em Santa Rita,
Em um raro ato de desafio coletivo, dezenas de médicos cubanos que trabalham no exterior para ganhar dinheiro para suas famílias estão movendo processos judiciais para que Cuba pare de “escravizar” seus médicos que estão no programa ‘Mais Médicos’ no Brasil e em outras partes do mundo.
Ainda vejo muita gente desinformada defendendo a tese que os médicos deveriam ficar no Brasil, porém a situação aqui não é o Governo que estará em vigor ano que quer tirar eles do Brasil, mas sim quer dar benefícios reais a esses médicos e a seus familiares, porém Cuba não aceita!
Romper as fileiras com o governo cubano, exigindo serem libertados pelos nosso juízes brasileiros é um ato de desespero que esses médicos estão passando que, aliás, os juízes que estão tomando conta desse processo – na qual irei me informar melhor sobre o local e quem são esses juízes – já se pronunciaram pelo site UOL que esse tipo de trabalho é “análogo a escravidão”.
É repassado para os médicos cubanos apenas uma pequena parte do valor real que deveriam receber, pois seu salário é passado para o governo cubano para depois receberem seu mísero salário.
Ano passado mais de 150 médicos moveram ações nos tribunais brasileiros contestando o acordo que Cuba fez com o Brasil, exigindo que querem ser tratados como profissionais independentes.
“Quando você sai de Cuba pela primeira vez, descobre muitas coisas que não sabia”, disse Yaili Jiménez Gutierrez, uma das médicas que moveu a ação. “Chega uma hora em que você se cansa de ser escravo.”
Há décadas, artistas e atletas cubanos têm desertado durante viagens ao exterior, e a maioria deles acabava nos EUA. Mas os processos no Brasil representam uma rebelião incomum que visa uma das iniciativas típicas de Cuba. Enviar médicos ao exterior não é apenas uma maneira de Cuba ter uma receita muito necessária, mas também ajuda a promover a imagem do país como uma usina de médicos que habitualmente presta ajuda ao mundo.
As contestações jurídicas são ainda mais importantes porque os médicos perderam a possibilidade de realizar um plano comum: ir para os EUA. O governo americano, que há muito tenta minar os líderes cubanos, havia criado um programa em 2006 para receber os médicos cubanos, com o objetivo de aumentar a fuga de cérebros da ilha caribenha.
Mas em janeiro, em uma das suas últimas tentativas de normalizar as relações com Cuba, o presidente Barack Obama encerrou o programa, que tinha permitido que os médicos cubanos estacionados em outros países obtivessem vistos permanentes nos EUA.
Enfim, Cuba não aceitou o novo acordo que o novo governo está querendo fazer que é dar mais dignidade aos médicos cubanos, porém, como já era esperado o governo de Cuba não aceitou que seus médicos recebam seus salários de forma integral, e que seus médicos recebam a visita de seus parentes.