quarta-feira, janeiro 09, 2019

Padre Quevedo morre aos 88 anos por complicações cardíacas.

Religioso usava o bordão "isso non ecziste" e ficou famoso por participar de quadros em programas de televisão. Padre espanhol teve quadro no "Fantástico" e era figura recorrente em programas de auditório, onde desmascarava charlatões
O padre jesuíta espanhol Oscar Gonzalez Quevedo Bruzan, conhecido como Padre Quevedo, morreu na madrugada desta quarta-feira (9), aos 88 anos, na Casa Irmão Luciano Brandão, em Belo Horizonte, onde estava internado por complicações cardíacas. 
O local do velório do religioso radicado no Brasil não foi revelado pela assessoria de imprensa da Casa Jesuíta, que confirmou o enterro para esta quinta-feira (10), às 11h, no Cemitério Bosque da Esperança, no Bairro Jaqueline, na capital mineira.
Padre Quevedo tornou-se uma celebridade no Brasil ao participar de programas de televisão, nos quais desmascarava pretensos episódios de paranormalidade. Na década de 1970, confrontou o israelense Uri Geller, que fazia sucesso entortando talheres e consertando eletrodomésticos com a "força da mente" – Quevedo mostrou que as performances de Geller eram truques de ilusionismo. 
Com o bordão "isso non ecziste", resultado de seu forte sotaque espanhol, Padre Quevedo tornou-se atração constante de programas de auditório nas décadas seguintes. Em 2000, ganhou um quadro no Fantástico chamado O Caçador de Enigmas – sucessor do quadro apresentado pelo mágico Mr. M, que desvendava truques de outros mágicos famosos, o quadro do jesuíta revelava os artifícios por trás de fenômenos de difícil explicação.
Em 2012, em uma de suas últimas aparições públicas, Padre Quevedo foi convidado do talk-show Agora é Tarde, apresentado por Danilo Gentili, e ofereceu um cheque de R$ 200 mil a quem conseguisse dobrar seu dedo com poderes paranormais. O ato de dobrar o dedo com a mente era um dos desafios que Quevedo costumava propor a quem se dizia paranormal: em 2000, em seu quadro no Fantástico, ajoelhou-se em frente a um homem que dizia estar possuído pelo diabo e pediu que dobrasse seu dedo.
Desde 2012, estava afastado da mídia e morava na Casa Irmão Luciano Brandão, onde escrevia textos religiosos. Em 2013, foi criado o Instituto Padre Quevedo de Parapsicologia, que deu continuidade aos trabalhos do Centro Latino-Americano de Parapsicologia (CLAP), instituição que se dedicava desde 1970 ao estudo e disseminação da parapsicologia.
Fonte: Gáuchazh