quinta-feira, maio 16, 2019

Venezuelanos recebem abrigo e buscam empregos para se manter no Piauí

Foto: Lorena Linhares/G1
Os venezuelanos que chegaram a Teresina no último domingo (12) estão em um novo abrigo, onde recebem ajuda e doações, mas contaram ao G1 que precisam com urgência de empregos para garantir sua estadia e enviar dinheiro aos familiares que ficaram na Venezuela. Há pelo menos 45 pessoas abrigadas no galpão do grupo MP3, na Zona Norte da capital.
“A gente precisa trabalhar, as mulheres também, não podemos ficar sem trabalho, se não conseguirmos, vamos sair na rua para pedir dinheiro para comprar remédios para as crianças, roupas, comida, para comprar peixe, frango. Hoje a gente queria sair para procurar, mas choveu muito”, contou Abel Rattia ao G1.
Ele disse que a maioria deles trabalha com artesanato, produzindo redes, chapéus e pulseiras, por exemplo. Outros trabalhavam com a agricultura e pesca na cidade de Tucupita, estado de Delta Amacuro, na Venezuela. O grupo percorreu cerca de 5 mil quilômetros passando por Belém, no Pará, e São Luís, no Maranhão.
Assim que chegaram a Teresina, os venezuelanos dormiram pelo menos uma noite na rodoviária rural, Centro da capital. Rapidamente conseguiram ajuda de voluntários com roupas e comida e do grupo MP3, que cedeu abrigo aos imigrantes.
Com urgência, o grupo precisa principalmente de comida e roupas, além de atendimento médico e odontológico, em especial para as crianças.
"A gente tem medo de levar as crianças no hospital porque em Belém morreram 7 crianças e aqui as crianças ficam doentes e a gente mesmo cuida. A gente só fica aqui até ter emprego. As pessoas não precisam ter medo, nós somos gente como todo mundo e não vamos fazer mal a ninguém, só queremos emprego. Porque lá na Venezuela a situação está muito difícil", disse Abel.
Fonte: G1/PI
Foto: Lorena Linhares/G1