quinta-feira, junho 13, 2019

Advogados pedem avaliação de sanidade mental de ex-tenente acusado de matar namorada

Quase dois anos depois do assassinato de Iarla Lima, o ex-namorado da vítima, acusado do crime, ainda não foi julgado e os advogados de José Ricardo Neto entraram com novo recurso.
                                      Ilana Lima/ Arquivo Pessoal
A defesa do ex-tenente do Exército, José Ricardo da Silva Neto, acusado de assassinar a namorada, a estudante Iarla Lima Barbosa, protocolou o pedido para avaliação de insanidade mental, procedimento adotado quando há dúvidas sobre a capacidade de intelecção do réu. O Ministério Público se manifestou contra o recurso.
O crime aconteceu na madrugada do dia 19 de junho de 2017, quando o acusado e a vítima deixavam um bar na Zona Leste de Teresina. De acordo com a denúncia, o ex-tenente efetuou os disparos contra a namorada dentro do carro durante uma discussão. Iarla morreu no banco da frente do veículo.
A irmã dela e uma amiga, que estavam no banco de trás, também foram atingidas, mas conseguiram sair do automóvel e sobreviveram. Uma das jovens foi ferida de raspão na cabeça e a outra no braço e no tórax. Por isso, o acusado também responde por tentativa de homicídio
.
Após o crime, José Ricardo Neto ficou preso por cerca de sete meses até fevereiro de 2018, quando a 1º Vara do Tribunal do Júri de Teresina julgou que o ex-tenente não cumpria os requisitos legais para continuar preso e concedeu a ele liberdade provisória.
Acusado livre
O Tribunal de Justiça do Piauí chegou a decretar prisão preventiva do acusado em janeiro de 2019, em que o desembargador Joaquim Santana determinou que o mandado fosse cumprido em Recife, Pernambuco, onde o ex-tenente voltou a morar após habeas corpus.
Mas o mandado de prisão não foi cumprido depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liberdade provisória ao acusado no dia 23 de abril. A família da vítima decidiu não recorrer da decisão. “Só teria efeito protelatório no processo. Ou seja, demoraria ainda mais para chegar ao júri”, disse a advogada Karla Oliveira ao G1.