quinta-feira, outubro 17, 2019

Já são 5 os mortos em desabamento de edifício em Fortaleza

                                             Fotos: Futura Press/Folhapress
Subiu para cinco o número de mortos após o desabamento de um prédio em Fortaleza na terça-feira, 15. O corpo de um homem foi resgatado dos escombros do Edifício Andréa na manhã desta quinta-feira, 17. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Peroce) já trabalha para identificar a vítima, a quarta morte confirmada até então.
No início da tarde, o Corpo de Bombeiros do Ceará confirmou o quinto óbito. A vítima é uma mulher ainda não foi identificada. O corpo foi encaminhado para a Peroce. Das cinco vítimas que morreram, uma está em local de difícil acesso e ainda permanece sobre os escombros da estrutura.
Na noite de quarta-feira, 16, homens do Corpo de Bombeiros escutaram uma voz, que poderia ser de uma pessoa sob os entulhos do prédio. As buscas nesta quinta, auxiliadas por cães farejadores, estão focadas para localizar a possível vítima em um ponto onde as equipes de resgate já estavam atuando.
"O que nos leva a crer que é um possível desaparecido com vida, já que a hipótese é reforçada por um cão farejador que também tinha sinalizado aquele ponto", afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Luís Eduardo Holanda.
Na tarde de quarta foi sepultado, em um cemitério da região metropolitana de Fortaleza, o corpo de Frederick Santana dos Santos, de 30 anos, a primeira morte confirmada pelas autoridades. Ele trabalhava em um mercadinho que funcionava ao lado do prédio e foi atingido pelos escombros durante o desabamento.
Também nesta quarta, foi retirado dos escombros o corpo de Izaura Marques Menezes, de 82 anos, e localizado o corpo de outra mulher, que segue soterrada e sem identificação até o momento.
"Vamos ter que usar maquinário pesado para resgatar o corpo, que está localizado há oito metros abaixo dos escombros, tem pelo menos três lajes de alta tonelagem acima da vítima", explicou Holanda.
Desaparecidos
Cinco pessoas ainda estão desaparecidas. Os trabalhos das equipes de resgate seguem de forma ininterrupta. As guarnições do Corpo de Bombeiros atuam com equipes de resgate especializadas em estruturas que sofreram colapso e usam cinco cães farejadores, além de diversos equipamentos, incluindo drones.
Fonte: Estadão Conteúdo
Uma terceira vítima foi confirmada, nesta quarta (16), após desabamento de prédio residencial em Fortaleza. Ela foi identificada como Izaura Marques Menezes, de 81 anos. Agora são duas mulheres e um homem, Frederick Santana dos Santos, 30, mortos na tragédia.
Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Eduardo Holanda, após checagem de duplicidade em nome das vítimas, três mortes foram confirmadas, sete pessoas resgatadas e seis desaparecidas. Não há crianças entre eles.
"Temos esperança de encontrar pessoas vivas. Há bolsões [de ar] e localizamos cinco pontos, por meio dos cães farejadores e de drone que identifica calor em que podem existir vítimas", disse.
O maquinário pesado, utilizado quando não há mais vítimas, só foi usado para retirada de laje que colocava em risco os socorristas. "Ainda estamos trabalhando manualmente para achar pessoas vivas", disse o comandante.
Os corpos das duas mulheres encontrados nesta quarta já foram retirados dos escombros. Segundo os bombeiros, não houve durante o dia barulhos notados de possíveis sobreviventes, mas isso não significa que não haja mais vítimas vivas apesar de mais de 32 horas do desabamento.
"As pessoas podem perder a força, mais debilitadas, para fazer barulhos, mas não significa que não estejam vivas", disse Holanda.
O desabamento do edifício residencial Andrea, de sete andares, ocorreu na manhã de terça (15) no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.
Frederick Santana dos Santos tinha 30 anos e não resistiu aos ferimentos. Ele estava em um mercado que foi atingido pelos escombros.
O edifício Andrea tinha dois apartamentos por andar e um na cobertura, 13 no total. Era antigo e grande e, segundo vizinhos, moradia de muitos idosos. No momento do desabamento, barulho e fumaça chamaram a atenção da vizinhança toda.
O edifício não tinha porteiro, apenas um zelador a ser acionado em caso de problemas. Havia segurança inteligente, contratada de uma empresa, mas relatos mostram que além da obra estrutural que estava sendo feita em pilares do prédio, e que será investigada se é a causa do desabamento, moradores dividiam o apartamento, de cerca de 140 metros cada, em dois, principalmente para alugar.
Um deles com essa modificação, no primeiro andar, estava sendo oferecido há cerca de um ano por R$ 1.000 o aluguel mensal.l.
Fonte: Folhapress