sexta-feira, outubro 04, 2019

Operação Hircus: 179 veículos são recuperados e 90 pessoas presas no Piauí

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (03), na sede do Ministério Público do Piauí, órgãos de segurança como a Polícia Rodoviária Federal e as Polícias Civil e Militar revelaram os dados da quinta fase da Operação Hircus no Piauí. Em 10 dias de operação, 179 veículos foram recuperados e 90 pessoas presas no estado, o maior número de prisões entre os três estados em que ocorre a operação.
A operação, que visa combater os crimes de roubos e furtos de veículos em todo o Brasil, aconteceu entre os dias 19 e 29 de setembro deste ano. Entre os presos estão pessoas acusadas de vários crimes, entre eles adulteração de veículos e receptação, além de porte ilegal de arma de fogo.
A ação foi ordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e coordenada pelo Ministério Público Federal nos estados do Piauí, Paraíba e Mato Grosso. Somente no Piauí, No Piauí foram cumpridos mandados em 22 municípios, são eles: São Raimundo Nonato, São João do Piauí, Simplício Mendes, Campo Alegre de Lourdes, Cristino Castro, Bom Jesus, Avelino Lopes, Morro Cabeça do Tempo, Curimatá, Anísio de Abreu, Barreira do Piauí, Bonfim, Corrente, Cristalândia, Dirceu Arcoverde, Fartura, Gilbués, Isaías Coelho, Itainópolis, Redenção do Gurgueia, Várzea Branca e Vera Mendes.
Segundo o secretário de Segurança Pública, o capitão Fábio Abreu, a operação se concentrou na região Sul do Piauí devido a sua localização geográfica. Já que a maioria dos veículos apreendidos tinham origem em Minas Gerais e Goiás.
O Superintendente regional da PRF, Stênio Pires, o Chefe da Seção de Operações, Cendom, o secretário de Segurança, Fábio Abreu, o Delegado Geral de Polícia Civil, Luccy Keiko, e o Delegado da Polinter, Everton Férrer. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)
        Secretário de Segurança Fábio Abreu. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)
O secretário explica que os veículos roubados, muitas vezes são encomendados para a quadrilha pelos receptores. De acordo com ele, os receptores solicitam veículos com determinadas características por um valor menor do que o de mercado e as quadrilhas especializadas nesses crimes faziam as buscas por esses veículos em outros estados, alteração a documentação para direcionar aos seus receptadores.
Na operação, os policiais conseguiram também apreender armamentos ilegais, bem como registrar outros tipos de crimes. “Por exemplo, 111 m³ de madeira ilegal foram apreendidos por crimes ambientais. A ação foi focada no roubo de carros, mas toda e qualquer situação de crime identificado durante essa operação foi autuado”, explica o superintendente da PRF, Stênio Pires.
      Superintendente da PRF, Stênio Pires. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)
O superintendente da PRF explica ainda que os veículos tinham as suas características alteradas pelas quadrilhas para realizar ações criminosas, como roubo de bando, roubo a veículos de carga, entre outras ações criminosas. “Eles ficam alterando as características dos veículos para poder passar na fiscalização e não serem abordados, ou ao serem abordados passarem sem serem identificados”, finaliza.
Fonte: Portal O Dia