terça-feira, dezembro 03, 2019

No Piauí, prefeito, esposa e pais são presos em operação suspeitos de corrupção

                                           Foto: Reprodução/Facebook
O prefeito de Bertolínia, Luciano Fonseca (PT), foi preso na manhã desta terça-feira (3) durante a operação Bacuri, coordenada pelo Grupo de Atuação contra o Crime Organizado (Gaeco). A justiça determinou o sequestro de R$ 3,3 milhões dos investigados e suspendeu suas funções públicas. 
Foram cumpridos nove mandados de prisão e realizadas buscas e apreensões nos municípios de Bertolínea, Sebastião Leal e Teresina. 
A operação que prendeu o prefeito investiga "inúmeros desmandos", como fraudes em licitações e desvio de dinheiro público. Além de Luciano Fonseca, sua esposa, Ringlasia Lino Pereira dos Santos, pai Aluízio José de Sousa, a mãe Eliane Maria Alves da Fonseca também estão entre os presos.
Além deles, Max Weslen Veloso de Morais Pires; Ronaldo Almeida da Fonseca; Rodrigo de Sousa Pereira; Kairon Tácio Rodrigues Veloso; e Richel Sousa e Silva, também foram detidos pela polícia que auxiliou na ação.
O Gaeco informou que contra o prefeito a prisão é preventiva e contra os demais são temporárias (de até cinco dias). 
Segundo o grupo do Ministério Público, entre os mandados de busca e apreensão estão os endereços do ex-prefeito de Sebastião Leal, José Jeconias e de empresas envolvidas no esquema de desvio de dinheiro público, por meio de empresas fantasmas, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e entrega de uma ambulância do município em pagamento de dívida pessoal do prefeito de Bertolínia.
A Justiça decretou ainda o sequestro e indisponibilidade dos bens móveis e imóveis dos investigados, no valor correspondente à comprovação do desvio aos cofres públicos do município de Bertolínia, que seria de R$ 3.296.323,81.
Foi determinada ainda a imediata suspensão do exercício da função pública do prefeito de Bertolínia, Luciano Fonseca. A execução dos mandados contou com o apoio da Polícia Civil, incluindo a Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR), Polícia Militar, Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE) e PRF.
O Cidadeverde.com tentou contato com assessores dos prefeito, mas as ligações não foram atendidas. 
Fonte: Cidade Verde