sábado, agosto 15, 2020

Parnaíba 176 anos: estátua da mulher do pote é simbolo da história da cidade

Segundo o jornalista Breno Reis, a estátua é um símbolo que representa história de moradoras da cidade que andavam pela praça para lavar roupas na beira do Rio Igaraçu.
A estátua da mulher do pote fica localizada na Praça Constantino Correia, no Centro de Parnaíba. Diariamente, milhares de pessoas passam pelo local e algumas delas não imaginam o significado da escultura, que foi um presente do então Ministro do Planejamento no governo Geisel, em 1977.
A obra é uma homenagem às mulheres que passavam diariamente com panelas e roupas para serem lavadas no Rio Igaraçu. O jornalista Breno Reis afirmou que a estátua é um símbolo que representa o passado dos moradores da cidade.
Segundo Breno Reis, deve existir uma preocupação sobre a preservação da história do monumento. “Ela foi instalada na Praça Constantino Correia em 1977 e muita gente conhece esse local como ‘Praça Mulher do Pote’. É um símbolo muito conhecido dos parnaibanos", disse.
"Poucas pessoas se atentam à história da estátua, pois não está muito escrita. É necessário ter uma preocupação de pesquisar um pouco mais para saber o que ela representa”, afirmou o jornalista.
O interesse de Breno sobre a origem da estátua aumentou após ver uma estátua semelhante sendo construída no filme clássico ‘A Noite do Espantalho’, que foi gravado em Nova Jerusalém, Pernambuco, em 1974.
“Fiquei surpreso ao ver a estátua no filme, pois lá ela tem um papel importante e não esperava que ela fosse aparecer. Lá, ela aparece no momento em que está sendo esculpida, em homenagem à personagem principal que é conhecida como ‘Maria do Grotão’, que também é uma mulher do pote”, contou.
Nos dias de hoje, ainda é possível encontrar mulheres que lavam roupas na beira do rio. Segundo Camila Oliveira, o esforço é necessário, pois não existe abastecimento de água na sua casa.
“É ruim, pois a distância da minha casa é grande, e já que lá em casa não tem água gente vem até aqui lavar roupas”, relatou a moradora.
A vida dessas mulheres também inspirou o grupo cultural Raízes do Nordeste, que faz uma homenagem narrando a rotina de mulheres fortes, que tem tudo a ver com o rio que deu nome à cidade.
Fonte: G1/PI