quarta-feira, dezembro 16, 2020

Família alega que menor foi estuprada por rapaz queimado com água quente em cidade do Piauí

                                              Jovem segue internado
A família da professora Amparo Aquino afirmou na manhã dessa quarta-feira (16/12) que a menor de 16 anos, namorada de Breno Santos Gonçalves, de 18 anos, foi estuprada. O caso foi denunciado à Polícia Civil de José de Freitas/PI.
Conforme nota da família da menor enviada ao 180, 'houve ameaças e invasão de privacidade por parte de Breno no que levou a mulher a tomar essa atitude sem pensar'.
O texto detalha que Amparo Aquino 'possui problemas psicológicos e existem laudos médicos que comprovam isso, no momento ela está sofrendo ameaças da população'. 
Outro lado
Procurada pela reportagem, a defesa de Breno Santos informou que o jovem mantinha relacionamento público com a filha de Amparo Aquino, e que a família de ambas sabiam da relação.
"A jovem tem 16 anos, idade que a lei permite ter relações efetivas e sexuais desde que consentidas, o que não precisa de autorização dos pais", diz o advogado Danillo Rogério responsável jurídico de Breno.
A defesa de Amparo alega relações forçosas com a namorada, no entanto, segundo a defesa de Breno, existem diversas mensagens no WhatsApp trocadas entre os dois jovens, que mostram que ela tinha a plena noção do que fazia.
"A mãe da jovem muitas vezes demonstrou não aceitar o relacionamento, o que gerava temor entre os dois, e assim o casal se encontrava frequentemente sem o conhecimento da acusada. Vale ressaltar, que a lei penal só proíbe relações com menores de 14 anos. 
Estupro de vulnerável. Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. Assim, como a namorada do Breno tem 16 anos, não é preciso a concordância da mãe, basta que a própria adolescente consinta", destaca o advogado. 

Sobre o caso
O jovem Breno Santos Gonçalves, residente no bairro Suco de Uva, sofreu queimaduras de 3º graus pelo corpo após ser banhado com água fervente no início da noite de quinta-feira (10/12). A suspeita é a professora Amparo Aquino, que não aceitava o relacionamento do rapaz com a filha, adolescente de 16 anos, segundo o Portal Revista Opinião.
A mulher foi detida pela Polícia Militar e conduzida à Central de Fragrantes em Teresina, onde foi lavrado um termo circunstanciado de ocorrência e em seguida a mesma foi liberada acompanhada de um advogado. 
Amparo é investigada por lesões corporais graves e responde processo em liberdade. A polícia ainda investiga o que levou a suspeita a cometer o ato. A polícia ouviu o jovem no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
O caso segue sendo investigado.
Segundo Ana Cláudia, que está acompanhando o filho no HUT, informou ao Revista Opinião que a água atingiu a boca, a língua e toda região dos peitos e virilhas do corpo do seu filho. Ele está com dificuldades de se alimentar devido lesões no órgãos e segue internado sem previsão de alta médica.
Ana Cláudia acredita que tudo foi premeditado pela mulher com o intuito de impedir Breno de namorar sua filha.
Protesto
A família e amigos de Bruno Santos Gonçalves realizaram, na tarde desta segunda-feira (14/12), protesto contra violência e pedindo Justiça contra a suspeita de jogar água quente no rapaz.
Fonte: 180Graus