segunda-feira, março 22, 2021

Polêmica: Presidente da Câmara barra urgência de projeto para a compra de vacinas, em Cajueiro da Praia

Um fato político gerou polêmica e até revoltou moradores da pequena cidade de Cajueiro da Praia, que tem pouco mais de 7 mil habitantes, e está localizada no litoral do Piauí. O Prefeito da cidade, Felipe Ribeiro, solicitou a votação de um projeto de lei em caráter de urgência, para que a cidade de Cajueiro da Praia fizesse parte do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras, porém o presidente da Câmara de Vereadores não permitiu a urgência e afirmou que o regimento da casa precisa seguir um rito.
O problema é que o prazo para que a cidade de Cajueiro da Praia pudesse aderir ao consórcio para a compra da vacina venceu na última sexta-feira (19/03) e o município não poderá adquirir as vacinas contra covid-19 através deste consorcio. O Prefeito Felipe Ribeiro, a vice-prefeita Nathalia Regia e até mesmo vereadores informaram da importância da votação do Projeto, mas o Presidente da Câmara Vereador Laguinho não se sensibilizou com a situação.
Felipe Ribeiro lamentou a situação e disse que a vida dos munícipes é mais importante que qualquer embate político. “Para cada regra há uma exceção e todos somos conhecedores, inclusive a população, que repudiou essa ação ‘politiqueira’. Agora lamentamos tudo isso, pois a cidade ficou sem a oportunidade de obter as vacinas. Vamos trabalhar com a nossa equipe, para saber uma outra forma para não penalizar nossa população” disse o Prefeito.
Em nota o Presidente da Câmara de Vereadores de Cajueiro da Praia disse:
"Assim como em Luís Correia, Caraúbas e tantos outros fizeram, a prefeitura tinha que estar atenta ao prazo (19/03) pra adesão, tinha que ter enviado o projeto para convocarmos uma sessão extraordinária em urgência, aprovando o mesmo para então retornarmos o projeto à prefeitura e assim garantir a inclusão do município, mas isso lamentavelmente não aconteceu, não foi feito, não chegou pra nós nenhum documento nesse sentido para que pudéssemos de imediato convocar sessão extraordinária. Recebi um telefonema na última quinta-feira (18/03) tratando do assunto, mas quem conhece a dinâmica de órgão público, a comunicação entre órgãos, entre poderes, sabe que essa comunicação deve ser feita por documento impresso ou e-mail, não podemos resolver apenas por ligação telefônica e às vésperas do prazo estipulado. Temos que cumprir normas, protocolo, regimento que não foi o vereador Laguinho que criou, já existia na Casa e todos vereadores são obrigados a cumprir. Temos três sessões ordinárias no mês, todas as quartas-feiras, mas se tivessem enviado o projeto teríamos aprovado em caráter de urgência dada a relevante importância que tem para o município, ocorre que o projeto não chegou. A assessoria do prefeito falhou na comunicação, perderam o prazo. A Câmara não podia votar o que simplesmente não existe ou pelo menos, que não chegou até o legislativo encaminhado pela prefeitura", relatou Laguinho - presidente da Câmara Municipal de Cajueiro da Praia.
Edição: Folha de Parnaíba