sábado, abril 17, 2021

Jornalista e ex-candidato a vereador é acusado de disseminar fake news contra autoridades do Piauí

                                    Com Informações: Em Foco/GP1
O Em Foco apurou que o alvo da "Operação Fake News" deflagrada, nessa quinta-feira (15), pela Polícia Civil que investiga crime virtual contra autoridades políticas, trata-se do jornalista Thiago Araújo Maciel, dono do Portal Tribuna Piauí da cidade de Valença. O jornalista e ex-candidato a vereador, foi apontado como o principal executor de disseminação de fake news contra políticos durante as eleições 2020.
Segundo a investigação, Thiago foi responsável por disseminar simultaneamente, cerca de 100 a 200 mensagens fake news por minuto, contra o governador Wellington Dias, secretários, deputados e prefeitos e pré-candidatos a prefeito, que foram candidatos nas últimas eleições. Após o cumprimento do mandado, o jornalista confessou durante o interrogatório que recebeu durante dois anos um valor de R$ 100 mil reais vindo dos cofres públicos.
Em 24 de setembro de 2020, Thiago Araújo Maciel foi preso pela Polícia Militar do Piauí acusado de perturbação do sossego, desacato, desobediência, resistência à prisão, ameaça e embriaguez ao volante. Ele foi solto dois dias depois após o juiz Franco Morette Felício de Azevedo, da Vara Criminal da Comarca de Valença do Piauí, conceder a liberdade provisória ao Thiago com o pagamento de fiança no valor de 10 salários mínimos.

A INVESTIGAÇÃO
No início de 2020 foram instaurados Inquéritos Policiais para apurar crimes contra a honra (calúnia, difamação) praticados contra autoridades públicas no Piauí em redes sociais (Facebook e WhatsApp). Com o avanço do trabalho policial a DRCI observou indícios de que os ataques partiam de um mesmo investigado, e possivelmente estariam sendo financiados com recursos públicos.
O delegado Humberto Macola, gerente de Inteligência da Polícia Civil, que coordena o Laboratório Cibernético, informou que uma empresa de marketing contratou o jornalista para fazer os disparos de mensagens falsas contra os políticos do estado.
Após os atos de disseminação, surgiram como vítimas, no curso da investigação, o então Juiz eleitoral de Valença, uma Vereadora e um pré-candidato a Prefeito dessa mesma cidade. Com afastamento de sigilo bancário e colaboração do Tribunal de Contas do Estado - TCE, se demonstrou que o investigado, autor direto dos crimes, recebia recursos, sem licitação ou contrato prévios, da Prefeitura de Valença, durante o período de execução dos crimes.