sexta-feira, agosto 20, 2021

Ossada humana é encontrada em Cajueiro da Praia; IML de Parnaíba está há dois meses sem viaturas

     Ossada humana é encontrada no Litoral do Piauí — Foto: Divulgação/PM
Uma ossada humana foi encontrada na madrugada de quinta-feira (19), em Cajueiro da Praia, a 388 km de Teresina. De acordo com a Polícia Militar, os ossos foram localizados em uma região de mata, por moradores do município e a vítima ainda não foi identificada.
O Instituto Médico Legal (IML) de Parnaíba foi acionado para recolher o corpo, no entanto, as viaturas da unidade não estavam disponíveis para o deslocamento ao local devido a problemas mecânicos.  Procurada pelo G1, a Secretaria de Segurança Pública do Piauí ainda não se manifestou sobre a situação.
Sem viaturas há dois meses
De acordo com um funcionário que preferiu não se identificar, o IML de Parnaíba conta com apenas duas viaturas para realizar o atendimento de 13 municípios da região. E há dois meses, os veículos apresentam problemas de funcionamento.

Os automóveis foram encaminhados a oficinas mecânicas para reparo. A previsão é de que na próxima terça-feira (24), um dos veículos retorne ao IML de Parnaíba, apto para os atendimentos.
"Um dos veículos tem sete anos de uso e passou por poucas manutenções, não consegue mais percorrer longas distâncias, é muito difícil a situação", lamentou.
Condições inadequadas de trabalho
Ao G1, o funcionário relatou os desafios de lidar com as condições inadequadas de transporte e denunciou o atraso no pagamento de diárias aos motoristas e peritos, que se deslocam para as atividades.
“Você imagina percorrer 240 km, a distância de uma cidade que atendemos, ida e volta, com um corpo em putrefação? Somos uma equipe apenas, com péssimas condições de trabalho. Não estou dizendo que vamos deixar de trabalhar, mas queremos uma melhoria estrutural, é o que os trabalhadores e a população precisam”, disse.
Com a ausência de viaturas do IML, famílias precisam custear o deslocamento de corpos e contratar empresas funerárias.
“A família tem que arcar com a locomoção e algumas não têm condição, o Estado não paga funerária, a partir do momento em que essa despesa é passada para familiares, o serviço deixa a desejar. É um absurdo”, completou o funcionário.
Fonte: G1/PI