sábado, setembro 04, 2021

Acusado de feminicídio por matar mãe da ex-companheira é preso no Piauí

                                                  Foto: Divulgação/PMPI
Um homem identificado como Charles Goes Nunes, acusado de matar a mãe da ex-companheira, Júlia Soares Brandão, 52 anos, foi preso nessa sexta-feira (3), na cidade de Monsenhor Gil, pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar do Piauí. Ele foi preso por feminicídio, em cumprimento a um mandado de prisão, pelo crime ocorrido em outubro de 2020, na Zona Sul de Teresina.
    Vítima foi morta com tiro no peito: Arquivo Pessoal Rosevânia Andrade.
"Ele fora posto em liberdade condicional em março deste ano, contudo, há uma semana, um mandando de prisão foi expedido em seu desfavor. Uma guarnição da Patrulha Maria da Penha da PMPI, que faz o acompanhamento da Medida Protetiva de Urgência da ex-companheira do acusado, localizou-o e realizou a prisão", informou a PM em nota.
Feminicídio por não aceitar fim do relacionamento
Júlia Soares Brandão foi assassinada com um tiro no peito na manhã de 2 de outubro de 2020, na Avenida Doutor Manoel Ayres Neto, no Bairro Vamos Ver o Sol, Zona Sul de Teresina.
A vítima estava indo buscar os netos de três e cinco anos com o pai das crianças - acusado do crime -, quando foi surpreendida com um tiro no peito e morreu no hospital.
"Ele planejou matar a ex-sogra por não aceitar o fim do relacionamento com a filha da vítima. No dia do crime, o suspeito mandou uma mensagem marcando de entregar os filhos dele para a vítima, que chegando ao local combinado foi surpreendida com um tiro", informou Barêtta.
De acordo com a investigação, o suspeito fugiu do local do crime levando os filhos de 3 e 5 anos, que em seguida foram deixados na casa de parentes. O homem se escondeu na zona rural de Monsenhor Gil, onde a polícia encontrou o carro utilizado por ele.
O acusado se entregou à polícia dias após o crime e foi preso por feminicídio e duas denúncias de violência doméstica contra outras vítimas. Ele se apresentou ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Fonte: G1/PI