sexta-feira, novembro 19, 2021

Filha do piloto piauiense do avião que caiu com Marília Mendonça processa empresa

Segundo a filha mais velha do piloto Geraldo Medeiros Júnior, que conduzia o avião que levava a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas até a cidade de Piedade de Caratinga, em Minas Gerais, “não é a primeira morte causada pela falta de sinalização da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais)”. Vitória Medeiros confirmou que vai processar a empresa. Todos morreram no acidente, ocorrido em 5 de novembro.
Em seu Instagram, Vitória Medeiros alegou falta de sinalização da torre de distribuição que foi atingida pela aeronave. Segundo a jovem, sua intenção com o processo é proteger outras pessoas daqui para frente. A jovem conta à reportagem que a decisão veio logo após o acidente. “Minha expectativa é de que sinalizem para que não venha a ocorrer mais fatalidades, até porque já não é a primeira morte causada pela falta de sinalização da Cemig”, reforçou.

A defesa de Vitória argumenta que o acidente poderia ter sido evitado caso a rede de alta tensão não estivesse localizada num raio de 5 km do aeroporto, ou seja, fora da área de proteção, ou estivesse devidamente sinalizada. Médicos legistas apontam que a força do impacto deve ter sido o que levou à morte dos passageiros.
A aeronave atingiu uma linha de distribuição da Cemig antes de cair em uma cachoeira, a cerca de 4 km do aeroporto de Caratinga, em 5 de novembro. Além da cantora goiana e do piloto, outras três pessoas morreram no acidente: o copiloto, Tarciso Viana; o produtor Henrique Ribeiro; e o tio e assessor de Marília, Abicieli Silveira Dias Filho.
Em nota a Cemig afirmou que segue rigorosamente as Normas Técnicas Brasileiras e a regulamentação em vigor em todos os seus projetos e declarou que investigações atualmente tocadas pelas pelas autoridades determinarão as causas do ocorrido. Além disso, a Companhia declarou que a sinalização no caso da torre envolvida na colisão não é obrigatória.
(FONTE:Correio Braziliense)