sábado, julho 16, 2022

Prefeito e ex-prefeito de Baixa Grande do Ribeiro são presos suspeitos de R$ 1,8 milhão em desvios

                                                        Divulgação/MP-PI
A Polícia Civil do Piauí informou ao g1 neste sábado (16) que foram presos pela Operação Primus José Luis Sousa (PSB), 66 anos, prefeito de Baixa Grande do Ribeiro, o ex-prefeito Ozires Castro Silva (PSB), 63 anos, e o empresário André Ake Boson Castro. Os três eram considerados foragidos, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Piauí. O g1 tentou e não conseguiu contato com a prefeitura e nem com as defesas dos três suspeitos.
Segundo a Polícia Civil, os três foram presos na quarta-feira (13) e em seguida encaminhados a Teresina, onde estão presos preventivamente no 12º distrito policial, na Zona Leste de Teresina. A polícia não informou como e nem onde os três foram presos. Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema que teria desviado R$ 1,8 milhão em recursos públicos do município de Baixa Grande do Ribeiro, cidade localizada 590 km ao Sul de Teresina.

Segundo Coordenador do Gaeco, o promotor de Justiça Cláudio Soeiro, a investigação apurou que o esquema era realizado há muitos anos, pelo menos desde 2013.
O ex-prefeito preso na operação, Ozires Castro, foi gestor na cidade por dois mandatos: de 2013 a 2016 e de 2017 a 2020. Em seguida, José Luis foi eleito pelo mesmo partido e é o chefe do executivo no momento.
O esquema
Segundo a Polícia Civil e o Gaeco, os investigados são suspeitos dos crimes de desvios de recursos públicos, organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, peculato, corrupção ativa e corrupção passiva, cometidos através de contratos firmados entre empresas de fachada e o município de Baixa Grande do Ribeiro (PI).
Conforme o Gaeco, existia um conluio entre políticos, empresários e servidores públicos visando o desvio de recursos públicos do município de Baixa Grande do Ribeiro, através de fraudes nas licitações.
Os investigados usavam empresas de fachada, que eram contratadas com sobrepreço pelo gestor municipal. Apesar da não execução da obra, o repasse do recurso público era feito para as contas bancárias dos empresários, políticos e seus familiares.
Fonte: G1/PI